quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Aviso aos navegantes
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Mesa Redonda
Há quase um ano atrás, postei aqui no blog um artigo intitulado “Quebrando o silêncio” no qual eu criticava a atuação da mídia na cobertura de casos polêmicos e delicados, mais especificamente na forma como ela conduzia o caso Eloá. Desse artigo surgiu uma construtiva discussão entre minha amiga Isabella e este blogueiro na sessão de comentários do artigo. O tema da manipulação da mídia continua muito em voga, ou antes, nunca deixou de estar, de tão relevante que ela é, por isso merece ser continuamente promovida. Transcrevo a seguir os comentários feitos na íntegra.
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ISABELLA: Certamente, a mídia poderia fazer coisas muito boas se "fizesse uma melhor cobertura de alguns escândalos". Mas quem tem conhecimento para estabelecer o que é melhor ou não? Você? Eu? Um intelectual preparado para isso? A alienação é resultado tanto do excesso de informações como da falta dela. Tanto da falta de opinião do informante quanto do excesso de opinião do mesmo. E talvez saber que a mídia manipula, e é manipulável, seja uma espécie de proteção: nossa contra ela, pois não conheço ninguém que, sinceramente ou não, não olhe com desconfiança para qualquer mídia; nossa contra o “você”, o “eu”, ou qualquer grupo de intelectuais conhecedores da grande verdade, guiadores dos alienados, alienados que deixariam tal estado ao seguir seus pastores. Mas quem segue alguém é esclarecido? E quem não segue ninguém, a não ser as “próprias” idéias pode alcançar a não alienação? Se sim, como deixar a alienação sem seguir alguém, sem abraçar uma ideologia qualquer que não criamos, se todas as idéias que temos foram moldadas ao longo da educação que foi empreendida por homens dotados de subjetividade, portanto de idelogia? Qualquer ideologia pertence a uma época, qualquer época possui mídia e seus intelectuais. Intelectuais dispostos a esclarecer a grande massa de ignorantes. E para isso usa-se nobremente ou não a mídia. E o que fazer quando tanto a mídia portadora de boas intenções quanto a que esconde intenções maléficas, faz uso da mesma arma? O jornalismo informativo, imparcial, especialista em fingir não ter ideologia, ou outra intenção que não seja a de informar? Para mim não existe quem não seja alienado de uma forma ou de outra.
As ideologias nascem por alguma razão e é por essa razão e não pelas justas, que elas guiam os homens. Talvez essas razões pareçam justas, mas não parecerão da mesma forma depois. E se continuarem a parecer justas, como conhecer se o são realmente se não se sabe o quanto se sabe? Aliena-se quando a informação é pouca, aliena-se quando a informação é excessiva.
A solução é selecionar o que será informado, então como escapar da subjetividade de quem seleciona? Que a mídia trabalha de forma irresponsável é uma verdade aclamada pela própria mídia que não cansa de reclamar de si. Que coisas boas aconteceriam se ela trabalhasse de maneira “nobre” também é notório. Mas eu quero aprender a encontrar essa nobreza. Ler vários jornais e aprender a identificar suas opiniões para formar a minha é uma solução? Acreditei que seria. Mas como me livrar das minhas próprias ideologias inconscientes que guiam minha mente na direção “correta”? É isso o que eu quero aprender. Como fazer com que a mídia se comporte de maneira tão heróica? Eu gostaria muito de aprender isso também. Os heróis também têm sua ideologia, agem de forma condizente com ela sem que isso seja necessariamente justo para o oponente. Saber que a mídia manipula e é manipulável é algo que se descobriu séculos atrás, provavelmente desde que ela foi criada. Mas esse é só o primeiro passo de um caminho bastante longo onde os homens bem informados estancaram há bastante tempo. Quero assistir o segundo passo, quem sabe esse blog não possa me ajudar?
OTÁVIO: Concordo plenamente com todas as suas ponderações, mas é subestimar a incrível ignorância política de grande parte da população brasileira de achar que não há quem não desconfie do poder de manipulação da mídia. Vivemos em um país abarrotados de pessoas analfabetas e semi-analfabetas, portanto acredito ser difícil que todos eles saibam conscientemente de todas essas nuances jornalísticas que dá margem para a manipulação da informação e para propagação de ideologias de maneira quase subliminar. Outro ponto, pense na Rede Globo. por exemplo, seria um grande choque para mim se ouvisse, uma vez que fosse, ela reconhecendo que trabalhou de forma irresponsável na condução de sua pauta. Isso, sem dúvida, seria um grande sinal de progresso.
De resto, penso igualmente ao achar que o próprio sistema educacional por qual passamos durante a nossa formação é ideologicamente tendencioso, o que corrobora, de vez, o fato de que ninguém esta desprovido de sua própria ideologia; mas isso não impede que todos compartilhem idéias de direção correta a se tomar ou de idéias nobres para se empreender. Grande dissertação foi essa a sua Isabella e espero sim que nós contribuamos, de alguma forma, para o segundo passo.
ISABELLA: Quando digo que a própria mídia reconhece seu trabalho insatisfatório não me refiro à auto-avaliação e sim à maneira como uns acusam os outros. E sim, já vi no jornal da manhã da Rede Globo profissionais acusando a mídia de trabalhar de maneira tendenciosa ou, pelo menos, de maneira “irresponsável”. Com direito a olhares reprovadores e cabeça sendo meneada negativamente.
Quanto ao problema que vejo na “direção correta”, é justamente o de definir tal direção. Se uma pessoa, por mais bem informada que seja ou se ache, não sabe a profundidade de tudo o que existe de verdade, como saber qual a direção correta? Atuar diletantemente por algo que não se conhece verdadeiramente também é atuar de maneira “irresponsável”; de boas intenções o inferno está cheio_ perdão pela trivialidade. Por outro lado, quando se alcança o conhecimento e se faz uso deste, alcança-se o poder. Note a expressão “fazer uso” do conhecimento. Isso é manipulação. Isso você ou qualquer um que lide com informação faz. Admito que errei ao estender do meu círculo de convivência para o resto da população brasileira o conhecimento de que a mídia manipula.
Concordo quando você diz que existe uma enorme massa de analfabetos e ignorantes, uma massa manipulável que não tem consciência da maneira como a mídia atua. Entretanto, essa massa continuará a ser manipulável independentemente da maneira como a mídia atue. Para mim, o problema não é a mídia, a mídia é um instrumento a serviço das ideologias, sejam essas justas ou não. O problema é a existência da massa manipulável. E é aqui que concluo essa “dissertação”, agradecendo pelo elogio ao meu comentário anterior e resumindo-o em uma frase: acusar a mídia é um clichê, uma trivialidade tal qual a frase “de boas intenções o inferno esta cheio”, embora a banalidade não anule a verdade do conteúdo. A mídia realmente manipula como provavelmente o inferno está cheio de condenados de corações bem intencionados. A mídia neste tempo ou em qualquer outro manipulará quem estiver “forjado” a ser manipulado, o inferno estará sempre com as portas abertas, acolhedor, das boas intenções diletantes. O problema é a massa, é a formação, é forjar quem sabe, quem não sabe e quem acha que sabe. É nesta última classe que me incluo. Estarei esperando o segundo passo.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
sábado, 3 de outubro de 2009
domingo, 20 de setembro de 2009
domingo, 13 de setembro de 2009
Propaganda enganosa

Mas não se iludam a ponto de acharem que essa imprecisão técnica dos jornalistas e a recente alta do PIB brasileiro demonstrem que o nosso país está numa boa situação. Ao contrário, observados de perto, esses fatos denunciam o quão medíocre está o desenvolvimento brasileiro, mesmo sob a despeito da crise econômica mundial.
Os anos anteriores à eclosão dessa crise foram, para o mundo, de um desenvolvimento assombroso, poucas vezes visto na história contemporânea. Mas ainda assim, o Brasil crescia a taxas irrisórias se comparado ao nosso potencial. A política econômica brasileira, baseada na adoção de juros altos e de pouco estímulo a investimentos, sufocou nosso crescimento, a ponto de perdermos uma oportunidade histórica de crescermos como país grande, não apenas economicamente, mas também socialmente. Era triste ver o PIB crescendo a míseros 4% ao ano, enquanto outros países em condições semelhantes a nossa, como Turquia e México, cresciam o dobro.
Com o advento da crise a nossa economia andou para trás. O governo, entretanto, alardeia que fomos o país que menos sentiu os efeitos da crise. O que eles esperavam? Que tivéssemos uma queda na taxa de desenvolvimento do PIB semelhante aos de países que cresciam num ritmo bem maior que o nosso? É lógico que lugares que se desenvolviam num ritmo mais ousado teriam uma maior retração de sua economia.
No entanto, mal o IBGE havia divulgado o resultado do PIB trimestral e o Presidente Lula já estava sobre um palanque comemorando o resultado, sem mencionar que no acumulado do ano a economia acumula queda de 1,5%. Se vangloriar dizendo que “o Brasil foi o último país a entrar na crise e o primeiro a sair dela” é enganação das grossas. Sempre estivemos em uma crise: a crise da incompetência; e uma recessão seria vexatória para nosso país, haja vista as ínfimas taxas de desenvolvimento que mantínhamos.
A máquina de marketing político do governo sempre tentará vender para nós informações como essas, invariavelmente enaltecendo a mediocridade, como se não fosse motivo de vergonha e de melhoras. É necessário cuidado com tais propagandas , seria trágico se satisfizéssemos com ela.
domingo, 6 de setembro de 2009
sábado, 29 de agosto de 2009
Falta grave

O Senado Federal, nos últimos meses, está se destacando por ser palco de uma verdadeira balbúrdia desordenada, com discussões acaloradas, trocas de ofensas, xingamentos, ou seja, um show de horrores praticamente toda semana (que para os excelentíssimos senadores dura apenas três dias). Tudo isso justamente num local tão importante para o país, que deveria prezar pelo decoro e a ética. Mas no Brasil não. Lamentavelmente tivemos que inovar e sermos notabilizados por ter um legislativo tão corrupto e afeito a jogos de interesses particulares. É só conferir algumas sessões do Senado ou da Câmara, para vermos caciques políticos se engalfinharem num duelo de palavras sem motivo.
A última semana no Senado Federal nos reservou mais uma cena que irá entrar no seu longo histórico de crises. Na quarta-feira passada (25/08) o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) protagonizou uma cena no mínimo inusitada na tribuna do Senado. Ao discursar, o senador sacou um cartão vermelho e mostrou para José Sarney: “O melhor passo para a saúde do Senado e do próprio Sarney é simbolizado neste cartão vermelho. Que ele deixe a presidência do Senado permitindo que o Senado volte aos seus trabalhos normais”, disse o senador aos berros. Essa atitude foi suficiente para a tropa de choque do rabo preso sair em defesa do presidente do Senado.
Mas o maior crítico de Suplicy foi, quem diria, um senador da oposição, alguém que teoricamente deveria apoiar sua manifestação contra Sarney. Foi Heráclito Fortes (DEM-PI) que partiu a resposta mais contundente, disse que o senador paulista não estava sendo sincero e disparou: “Cartão vermelho [é] para o Lula, que foi quem invadiu o campo aqui e deu cartão amarelo ao [Aloizio] Mercadante [líder do PT no Senado] ". O bate-boca seguiu firme, cada um acusando o outro de ter culpa no cartório pela crise. Tudo isso enquanto Sarney estava bem tranqüilo, acomodado em sua cadeira presidencial. Cena mais emblemática impossível.
O curioso e o trágico desse episódio é que os senadores discutiam mesmo tendo a mesma opinião a respeito de José Sarney: ambos pedem a sua saída da presidência do Senado e seu julgamento pelo Conselho de Ética. Mas, ainda assim, os senadores arrumam alguma desculpa para fazer das sessões do Senado apenas um palco para embates partidários. Nada mais lamentável. Parece que os senadores são rivais a tanto tempo que nem se lembram mais do motivo pelo qual se enfrentam, o debate ideológico, programático, foi relegado ao esquecimento, não há mais espaço para o enfrentamento de idéias. Os partidos, e os seus membros, são adversários pelo simples motivo que precisam ser.
Eduardo Suplicy tem uma boa biografia e realmente é sincera sua orientação a respeito do caso Sarney, mesmo sendo ela diferente do da cúpula do PT, assim como o do presidente Lula. E imagino que não seja o único caso dentro do partido. Além de não possuírem uma orientação bem definida, os partidos brasileiros também não prezam pela coerência. Dentro do PMDB, por exemplo, tamanha é a diversidade de facções que se pode encontrar umas pendendo para a “pseudo-direta” e outras para a “pseudo-esquerda” brasileira. E quando o partido necessita entrar num entendimento é um verdadeiro Deus-nos-acuda; nunca há um consenso entre os seus membros. São essas algumas das singularidades da política brasileira que volta e meia produz casos como a sincera manifestação de Suplicy, mas que infelizmente é logo seguida de um inócuo debate partidário que acaba camuflando sua relevância.
domingo, 23 de agosto de 2009
terça-feira, 18 de agosto de 2009
O que fazer com um texto?

quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Cinema em casa
Depois de um longo tempo sumido, as coisas retornarão ao seu ritmo habitual por aqui. Ao contrário do que poça parecer, as férias não contribuíram para uma maior produção. No entanto, esse tempo parado me deu oportunidade para ver uma considerável quantidade de filmes e seriados. Vou aproveitar a oportunidade para fazer um pequeno balanço do que vi.

Apenas uma vez (Once, Irlanda, 2006) – Pode parecer pouco atraente assistir a um romance musical irlandês, ainda mais se não gostar de nenhum desses gêneros. Se esse for o seu caso, esse filme talvez possa mudar sua opinião. Ele conta a história da parceria musical entre um músico de rua e uma jovem mãe, ele com seu violão, ela com o piano. “Apenas uma vez” nasceu após o diretor John Carney assistir a um concerto da banda do ator Glen Hasard


A Troca (Changeling, EUA,2008, 140 min.) - Poderíamos dizer que esse filme também muito se sustenta sobre a interpretação de Angelina Jolie, o que é verdade, mas não podemos descartar a direção de Clint Eastwood como responsável pelo resultado final do longa. O roteiro expõe o drama vivido por Christine Collins cujo filho desapareceu de sua casa. Após meses de busca, a polícia dá por encerrado o caso ao encontrar garoto que se dizia filho dela. Mas a realidade é que o garoto não era filho de Christine. A sequência de situações absurdas, que realmente aconteceram na Los Angeles da década de 20, tem início quando a polícia se recusa reiniciar as buscas e põe em dúvida a sanidade da mãe que recusa a procurar pelo seu filho ainda desaparecido. O ritmo lento pode desagradar, mas o mistério criado sobre do paradeiro do filho de Christine dá sustento ao filme. Angelina Jolie fez a melhor interpretação de sua carreira, digna de Oscar. É surpreendente como um diretor do calibre de Eastwood pode fazer render uma atriz como Jolie, que vinha sendo subaproveitada em papéis caricaturais (Lara Croft) e inexpressivos (Alexandre) desde Lisa, a sociopata de "Garota, Interrompida", papel que lhe rendeu o Oscar de melhor atriz coadjuvante em 2000. Cotação: BOM

O Curioso Caso de Benjamim Button (The Curious Case of Benjamim Button, EUA, 2008) - Está aqui o meu preferido de todos e um dos melhores filmes que já vi. David Fincher traz as telas a fábula do escritor norte-americano F. Scott Fitzgerald que retrata a vida de Benjamim Button, cujo relógio biológico nasceu invertido, ou seja, nasceu velho e, com o passar dos anos, rejuvenesce. São inúmeras as reflexões que se pode fazer durante o filme, todas envolvendo o passar do tempo e seus reflexos na vida das pessoas e nas relações entre elas. Sob essas circunstâncias nenhum relacionamento é sustentável, a inexorável passagem do tempo paulatinamente o afasta dos mais próximos, o sentimento de deslocamento é grande, principalmente durante a velhice e a adolescência. A grande vítima desse quadro é Daisy (Cate Blanchett), por quem Benjamim se apaixonou desde a sua velhice. Para Button o tempo é particularmente cruel. A qualidade do longa não se limita apenas ao roteiro, vai para a parte técnica (impecável ao fazer de Brad Pitt um velho com 80 anos e um adolescente de 17) e dramática (Pitt e Blanchett dão show). Entretanto, "Benjamim Button" foi o grande injustiçado no Oscar desse ano, levou apenas 3 estatuetas, todas relativas a parte técnica. E injustiça é algo que David Fincher entende muito bem, seu trabalho anterior, "Zodíaco", foi uma das principais ausências do Oscar nos últimos anos, nem sequer sendo indicado. Cotação: ÓTIMO

Dúvida (Doubt, EUA, 2008) - Dúvida. Foi isso mesmo que senti quando comecei a assistir esse filme. Estava inseguro quanto ao que eu começava a ver, temia ser apenas mais um dramalhão americano, aqueles cujas soluções se embasam mais em emoções vazias do que na razão. Mas, como pude constatar depois, estava muito mal informado. Dificilmente um filme que tenha Meryl Streep no elenco seria dispensável e nesse especialmente ela dá algo mais. Ela nos oferece uma atuação qualquer coisa de primorosa! Dificilmente o longa teria o mesmo resultado sem ela. A cena em que a irmã Aloysius (Streep) tem a discussão final no seu escritório com o padre Flynn (Phillip Seymor Hoffman) foi uma das melhores dos últimos anos. Ela é o clímax da perseguição da irmã contra o padre, acusado por ela de aliciar menores. Tema que, a propósito, é tratado com extremo cuidado pelo diretor e roteirista John Patrick Shaley. Em nenhum momento do longa as acusações são explicitamente feitas, talvez que seja daí que parta a dificuldade em compreender o filme. O filme em si não é uma obra-prima, mas atinge um resultado satisfatório. Cotação: BOM
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Verão
Assim como o prenúncio de uma tempestade
se pode passar por uma leve brisa,
uma paixão de verão
se pode disfarçar de um grande amor
para um embriagado coração.
Que não sabia que o sol lhe cegava,
que a forte chuva o desorientava,
sem chances de dimensionar a realidade
de uma relação baseada na falsidade.
Cansado de apanhar, o coração envelheceu
acorrentado a sentimentos que não querem se soltar.
Exausto de sonhar por dias melhores
e com um verão que nunca vai voltar.
Unanimidade nacional


"O sucesso desse Timão é incontestável." Globoesporte.com
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"A campanha do Corinthians na competição foi irrepreensível." UOL Esporte
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"Só se ouvia uma torcida cantar. Cantava que o "Coringão voltou". Juca Kfouri
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"Venceu a Série B, o Paulista de forma invicta e a Copa do Brasil em seguida, um feito para qualquer clube." Cosme Rímoli
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" O Corinthians novamente não se abalou com o clima de otimismo do rival, segurou um empate por








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